Monthly Archives: December 2009

La Resistance

Just finished watching “To Have and Have Not” and could not withold any longer my precious thoughts on this picture: Hollywood wants us to believe that the entire european resistance, being… huh… european,  depended on the good will of people like Humphrey Bogart… I mean Rick Blaine…I mean Harry ‘Steve’ Morgan. That’d be fine with me as long as you provide us reasons to believe that a steady supply of Ingrids, and Laurens were always available, in wich case the hypothesis gets more credible and a happy ending is guaranteed…even when it’s sad.

Advertisements

Leave a comment

Filed under Filmes

damn you, John Ford, damn you!

Sempre tento perdoar o presente, achar que ser reacionário não tá com nada e que, vá lá, até existe gente bem inteligente com menos de 70 anos…daí vou lá e assisto John Ford essa manhã…pra quê? Próximo passo: Uma aventura na Martinica…ah, Lauren Bacall, Lauren Bacall..

In my mind of all mankind I love but you alone

along with Eva Green, that Hepburn girl and

the early Sharon Stone..

but I digress…

Leave a comment

Filed under Filmes

comentário sobre imortais

1
A massa de comentadores da Divina Comédia não exita ao afirmar que, em seu primeiro verso, o poeta anuncia que está com trinta e cinco anos, está,  pois, nel mezzo del cammin di nostra vita. Alighieri é pio, as artes que seu mestre Virgílio fizera sob inspiração das musas ele somente o pode fazer sob a graça do Espírito. Este, em algum versículo das escrituras, contorna uma vida de homem em setenta anos. As eternidades da alma são o tema principal, talvez único, das discussões teológicas. As agonias da cruz, as privações do deserto, as andanças sob o crescente, não impedem o veredito de Borges em sua história curta chamada Os Imortais: cristãos, judeus, e muçulmanos, descrêem da imortalidade visto a veneração que dedicam ao primeiro século de vida. A imortalidade que propõe é mais trivial e temerária. Os imortais, longe do vigor proporcionado pela eterna saúde, tendem à apatia; diz-se de um dos personagens que  nunca é visto de pé e tem pássaros que se aninham em seu peito, a maldade é praticada sem maldade, a bondade sem virtude. As qualidades humanas têm o sentido da urgência, a imortalidade é própria das pedras e, como estas,  não possui identidade, é meio budista, asiática. Homero, nas mãos do argentino, constrói cidades pavorosas e ao final de séculos é um troglodita, é também um legionário romano, e é também ninguém.
2
Quer a sabedoria popular que  Juan Ponce de Leon, almirante espanhol subalterno de Cristovão Colombo, após abandonar a chefatura do mandato de Porto Rico, tenha partido em busca das águas da fonte da juventude. A sabedoria popular fê-lo ainda errar inutilmente ao largo do destino mítico não longe dali, em terras continentais norte-americanas, na Flórida. A sabedoria não convencional de Nathaniel Hawthorne, tecedor de alegorias com a estranha mecânica dos sonhos, e certa ligeireza das escolas dominicais, toma um pequeno volume dessas águas e o põe sobre a mesa do Dr.Heidegger, arquétipo do cientista gótico. O experimento que se segue é revelador, os personagens tomados pela velhice e fatiga não são sábios, são resignados. Quando momentaneamente se lhes oferece a juventude são febris e inconseqüentes. Dr.Heidegger recusa participação no próprio experimento, diz ter tido muito trabalho no exercício do envelhecimento, e prescinde dos esforços da garotice. A imortalidade oferecida pela água é fugaz, os personagens, que rumam ao final do conto em direção à fonte, terão quiçá o mesmo destino do conquistador espanhol. A rosa decrépita, tirada por Heidegger das páginas dum livro assombrado,  divide com ele as rugas dos anos e suas pequenas infelicidades, mas é mais perene que as magnólias gigantes que cercam a fonte e jamais morrem.
post scriptum: Howard Lovecraft, original da mesma Nova Inglaterra de Hawthorne, leva adiante os paroxismos da eternidade. Ciente de que as pequenas alegorias morais de Nathaniel inexistem na vastidão do Cosmos, faz aparecer amiúde em sua ficção as mesmas coplas de poesia alienígena:
“there is not dead wich can eternal lie,
and with strange aeons even death may die”
O inglês de artificialidade arqueológica é conveniente. Os versos, encontrados somente em um punhado de bibliotecas do globo, e traduzidos de um latim sobrevivente da Inquisição, foram primeiramente escritos em língua humana por um árabe louco, Al Hazred, nas imensidões luminosas do deserto do Yêmem. A revelação, obtida em uma cidade que jamais existiu, Irem a Cidade dos Pilares, tem origem preternatural: a inexatidão do espaço, a imprecisão do tempo; ditada por criaturas medonhas que um tal habitat carrega no bojo. As mãos, às vezes sensatas, do árabe louco Al Hazred batizaram o livro que contém as coplas de Al Azif, supostamente a palavra que designa o grito dos insetos, as vespas e gafanhotos, quando aproximam-se na hora do pôr-do-sol. Para os contadores das noites de Sherazade, persas, árabes, sírios, Azif é também o grito dos gênios e demônios, sempre malignos, que a posteridade conheceu tão mansos nos cinematógrafos dos contadores californianos. As coplas, estas, zombam a imortalidade, anunciam elas o entardecer também da morte, e sua fixidez noturna.

1 Comment

Filed under Literatura

Alöoph

Quinta letra do cripto-alfabeto utilizado por judeus austríacos, no nordeste de Santa Catarina, durante a segunda metade do século XIX. Sua pronúncia é desconhecida.

Leave a comment

Filed under História